Neste post, damos-te a conhecer os símbolos de farmácia mais habituais e conhecidos ao longo da história, seja pela sua origem ou pelo seu significado. Além disso, exploramos mais profundamente toda a simbologia que envolve a Cálice de Hígia e a serpente associada à disciplina farmacêutica.
Apesar de estes símbolos de farmácia serem muito familiares, a sua origem e os motivos que levaram à sua consagração são menos conhecidos. Adiantamos-te uma coisa: vais surpreender-te!
Tabela de conteúdos
Quais são os símbolos de farmácia mais reconhecidos?
Ao falarmos dos símbolos de farmácia, há um que se destaca acima de todos: a cruz verde. É o símbolo mais utilizado para localizar e sinalizar farmácias. De facto, este símbolo de farmácia é o mais comum em estabelecimentos de França e Espanha e é também aquele que alcançou maior consenso a nível mundial.
Este símbolo tem origem suíça. Foi concebido no final do século XIX por profissionais de saúde em contexto de guerra, associado aos significados de pureza e perfeição. O objetivo era transmitir uma mensagem clara das farmácias, que procuravam alcançar um estado ideal de saúde através dos remédios fornecidos pelo farmacêutico.

Mas por que motivo foi escolhida a cor verde? Esta cor acabou por ser associada à cruz devido à sua ligação à esperança, à natureza e às plantas medicinais utilizadas na produção de medicamentos. Além disso, existia a necessidade de diferenciar esta cruz da cruz da bandeira suíça.
E antes de a cruz verde se tornar um símbolo…
Um símbolo ainda mais antigo do que a cruz verde é a vara ou bastão de Esculápio. Trata-se de um símbolo de grande relevância, sendo utilizado pela Organização Mundial da Saúde e por associações médicas australianas, americanas e britânicas. Como o nome indica, a sua origem remonta ao deus grego da medicina, Esculápio. Segundo a mitologia, a vara envolvida por uma serpente tinha o poder de curar qualquer doença.
Outro dos símbolos de farmácia mais tradicionais é o almofariz com pilão. A sua simbologia nasce da sua função prática, uma vez que era utilizado antigamente para triturar e misturar plantas e outras substâncias para a produção de medicamentos. A sua origem é tão antiga que já é mencionada no “Papiro de Ebers”, um papiro egípcio considerado um dos tratados médicos mais antigos conhecidos.

O almofariz e o pilão podem surgir acompanhados pelas siglas RX, que são, por si só, um símbolo farmacêutico. Este símbolo é mais comum na América do que na Europa e existem várias teorias sobre a sua origem. A mais aceite defende uma origem etimológica no latim, mais concretamente na palavra “recipere”. Atualmente, é utilizado como abreviatura para identificar medicamentos sujeitos a receita médica.
Por fim, exploramos em maior detalhe um símbolo intimamente ligado à vara de Esculápio na sua origem. Continua a ler e descobre tudo sobre o Cálice de Hígia e a sua serpente!
Desde quando o Cálice de Hígia é associado às farmácias?
O Cálice de Hígia é um dos símbolos de farmácia com maior repercussão mundial. Começou a ser utilizada como símbolo farmacêutico no final do século XVIII, em França, tendo surgido pela primeira vez numa medalha emitida pela Sociedade Farmacêutica de Paris.
A partir desse momento, a sua notoriedade aumentou e o seu uso espalhou-se por associações e sociedades farmacêuticas de todo o mundo, incluindo a canadiana, até se consolidar na Federação Internacional Farmacêutica na Idade Contemporânea.
A Taça de Higia tem origem na mitologia grega e surge sempre acompanhada por uma serpente. Hígia era a deusa da saúde e da cura e, mais tarde, passou também a ser associada à lua. A sua ligação à medicina vem do seu pai, Asclépio, deus desta disciplina. O seu nome está igualmente na origem etimológica da palavra “higiene”.
Porque se associa uma serpente às farmácias?
Como referido anteriormente, a serpente era considerada um elemento de cura associado à vara de Esculápio, pai de Higia. Esta relação deve-se, sobretudo, à capacidade da serpente mudar de pele. Metaforicamente, esse processo simboliza renovação e rejuvenescimento, ao abandonar a pele antiga e danificada.
Acreditava-se que as serpentes conheciam o “segredo” para se manterem sempre saudáveis. Em várias culturas antigas, eram também vistas como animais divinos.
Na Roma Antiga, Hígia era representada como uma mulher jovem, de pé, coroada com uma rama de loureiro, vestida com uma túnica e acompanhada por uma serpente de grandes dimensões. A serpente envolvia o seu corpo enquanto segurava um cálice, imagem que mais tarde daria origem ao símbolo da serpente enrolada no cálice.
Agora já conheces em profundidade os símbolos de farmácia mais relevantes e a razão pela qual são tão importantes para as farmácias. Conhecias a sua origem? O que acharias de integrá-los na decoração ou na remodelação da tua farmácia? Partilha a tua opinião nos comentários!

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